Aug 6, 2008

Artista



Começou na Balmain como aprendiz em 1955 e três anos depois estava na Jean Patou. Em 1960, foi acusado (justamente :) ) de ter feito as saias mais curtas de todas as colecções apresentadas nas passerelles daquele ano, o que revela, pelas condicionantes históricas, uma das marcas de qualquer artista que perdure: capacidade de empurrar os tempos presentes, de nos aproximar do futuro. Deixou a Patou em 1962 e Madame Zereakian, a vidente de Dior, disse-lhe que ele seria sempre bem sucedido nos negócios dos perfumes e da moda. Com a sentença de um futuro brilhante e apoiado pela família abastada, abriu a sua própria loja em Paris, trabalhou com Tiziani, Chloe, Curiel, Fendi, Chanel (talvez a sua colaboração mais famosa), Isetan, passando também a colaborar na projecção de guarda-roupas para teatro e mais tarde desenhou algumas peças da Re-invention Tour de Madonna e Show Girl Tour de Kylie Minogue. No início dos anos 90 contratou stripers e a actriz de filmes para adultos Moana Pozzi para desfilarem na apresentação da sua colecção Black&White para a Fendi. Anna Wintour abandonou o desfile a meio. Recentemente criou a sua linha para a H&M e tornou-se (bom) fotógrafo.
Lagerfeld, a meu ver, um dos artistas contemporâneos mais criativos e incansáveis.

1 comment:

Charlie, The Sinner said...

E note-se que a criatividade é um dom que muitos senhores do mesmo mundo já não têm! É uma pena quando se quer mostrar aquilo que não tem valor. Casos há, como este, em que temos que reconhecer o mérito do artista!

Beijo